quarta-feira, 10 de agosto de 2011

COMPROMISSO COM O SABER



O ser humano distingue-se das demais espécies nem tudo o que ele faz surge de sua estrutura genética, nem se desenvolve automaticamente em sua relação com a natureza, mas necessita de aprendizado de uma série de atividades fundamentais para sua sobrevivência e reprodução.

A construção desse aprendizado se dá por meia das relações entre seres humanos, as quais transformam- se em experiências e são transmitidas as gerações posteriores, na forma oral, pela convivência entre pais e filhos, avós e netos, etc; ou da forma escrita, que é exteriorizada pelos livros, jornais e revistas.

O desenvolvimento de uma nação pode ser medido pelo conhecimento que seu povo possui, pois é este conhecer que produz as novas tecnologias e as riquezas para este país.

No Japão, por exemplo, cada pessoa lê, em média, 14 livros ao ano, o Francês aproxima-se deste lendo 12 livros anuais, enquanto o Norte-Americano contenta-se com 10 ao ano. No Brasil, a média é de apenas 2 livros anualmente lidos, incluindo os didáticos cuja leitura é compulsória.

Por vezes culpamos os altos preços como responsável por essa miséria literária, no entanto, não nos parece faltar dinheiro para a compra de perfumes e cremes embelezadores, no qual somos o terceiro maior mercado no ranking mundial, em cirurgias plásticas somos os vice-campeões, perdendo apenas para os EUA.

Desculpas, não nos faltam quando tomamos a decisão de evitar a leitura, mas é preciso analisar o quanto elas são esfarrapadas.

O pensador Gabriel Perissé, manda um recado àqueles que usam as mais diversas formas para fugir do compromisso da leitura.

Para aquele que não tem tempo, saiba que o tempo nasce de dentro para fora, o tempo para a leitura é aquele que extraímos de nós mesmos e encaixamos nas vinte e quatro horas diárias.

Aqueles que precisam de óculos, podem ficar tranquilos, que a leitura amplia a visão.

Os que acham os livros caríssimos existem formas baratas e gratuitas de ler.

No caso, daqueles que acusam as letras miúdas como motivo para continuar na ignorância, podem acreditar, que as lentes de aumento da curiosidade são imprescindíveis.

Já para os que pensam que quem lê muito fica doido, saibam que, aquele que nada lê, fica mudo, dá branco na hora de falar.

E para quem vai começar amanhã, vai um lembrete, amanhã pode chover, pode faltar luz, chegar visitas inesperadas, pode ser que você sinta dor de cabeça...

No entanto, a mudança, deve começar hoje, numa boa leitura no jornal local, numa visita à uma biblioteca, numa busca por saber e conhecimento.

A esperança por dias melhores está sendo semeada e está desabrochando com investimentos em educação, distribuição de livros e bibliotecas, aqui em nossa cidade, vagas gratuitas no ensino superior, e principalmente pela criação da escola técnica federal, em nossa região, essas iniciativas, inequivocadamente, irão revolucionar o processo de aprendizado.

Sabemos que, ainda é insuficiente, mas é um começo de um despertar, um processo necessário e que deve ser contínuo, visando a conscientização de toda a sociedade, da importância da leitura para um viver melhor, começaremos por nós mesmos.




                                                                                                       
                                                                                                               Aládio Dullius
                                                                                                               Doutor em direito
                                                                                               e-mail:  aladiodullius@msn.com

Como citar:
DULLIUS, Aladio. Compromisso com o saber. Disponível em: . Acesso em: xxx

Nenhum comentário:

Postar um comentário